No ritmo do samba de raiz, o mercado encontra seu tom

Em frente ao palco montado no segundo andar do mercado novo, uma senhora que aparenta ter cerca de 70 anos dança sem parar no ritmo do surdo, do tan-tan, pandeiro, cavaco e do violão, que ecoam desde o  meio dia. Sentado junto ao filho numa das mesas do andar superior do mercado novo, o advogado Jéferson Costa observa tudo; Visita a Vila Rubim pela primeira vez. “Eu achei que ela não existisse mais, que tivesse sido queimada por completo”, conta. O desconhecimento se explica. Trajando a camisa da bateria da escola de Samba “Nenê de Vila Matilde”, que integra o grupo especial do Carnaval de São Paulo, Costa é paulista e mora em Vila Velha há pouco menos de um ano, transferido pela empresa em que trabalha. Ainda em São Paulo já havia ouvido falar sobre o mercado no centro da capital capixaba. “O mercado é diferente, diferente de todos os outros que já vi ao redor do Brasil. Os capixabas precisam valorizar mais sua própria cultura”, ele diz, pra em seguida elogiar aquilo que o levou até o mercado: o projeto Tocando na Vila. “É um dos melhores que eu já vi no mundo do samba”, afirma, enquanto Raimundo Machado entoa os versos de “Argumento”, de Paulinho da Viola. Lá embaixo, as portas de aço vão descendo uma a uma e por volta das 18 horas, o mercado dorme.

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One Comment

  1. Posted 12 Out ’10 at 4:32 | Permalink

    o que eu estava procurando, obrigado

One Trackback

  • […] incêndio que atingiu a Vila Rubim em 1994, Raimundo Machado e Grupo dão ritmo à roda da samba do “Tocando na Vila”, projeto de musicalização infantil que, sabatinamente, reúne os mais velhos em torno da cerveja […]

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